Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
(...)
Fernando Pessoa, Mensagem
O Nosso, o meu e o teu, Quinto Império quando surgirá na neblina?
domingo, maio 24
domingo, maio 17
sábado, abril 18
sexta-feira, março 20
Um SIM que compromete

Um sim por causa de Cristo compromete. Coloca-nos na impossibilidade de fugirmos de nós próprios e das solidariedades essenciais.
Às vezes este sim sacode. Nunca é cómodo ser-se desinstalado - a condição humana tem fragilidades que não gostam dos abanões.
Este sim conserva-nos alerta. Mantém os olhos abertos. Poderá este sim deixar-nos adormecer ou dormitar? Poderá este sim fugir a Cristo na comunhão do seu Corpo, a Igreja sacudida de todos os lados, e fugir ao mundo trabalhado de provações?
Este sim para toda a vida é fogo. É um desafio. Um fogo que jamais se apaga. Um sim que incendeia uma grande paixão interior. Este sim compromete.
Ele não podia ser de outro modo.
Às vezes este sim sacode. Nunca é cómodo ser-se desinstalado - a condição humana tem fragilidades que não gostam dos abanões.
Este sim conserva-nos alerta. Mantém os olhos abertos. Poderá este sim deixar-nos adormecer ou dormitar? Poderá este sim fugir a Cristo na comunhão do seu Corpo, a Igreja sacudida de todos os lados, e fugir ao mundo trabalhado de provações?
Este sim para toda a vida é fogo. É um desafio. Um fogo que jamais se apaga. Um sim que incendeia uma grande paixão interior. Este sim compromete.
Ele não podia ser de outro modo.
Texto do irmão Roger lido na celebração do retiro
do Grupo de Jovens de São Sebastião.
do Grupo de Jovens de São Sebastião.
quarta-feira, fevereiro 11
No caminho com Maiakóvski
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,e não dizemos nada.
Até que um dia,o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletóà porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condiçãode falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!
Eduardo Alves da Costa
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,e não dizemos nada.
Até que um dia,o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletóà porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condiçãode falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!
Eduardo Alves da Costa
sábado, janeiro 24
Working On a Dream

Out here the nights are long, the days are lonely
I think of you and I'm working on a dream
I'm working on a dream
Now the cards I've drawn's a rough hand, darling
I straighten the back and I'm working on a dream
I'm working on a dream
Come on!
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And I know it will be mine someday
Rain pourin' down, I swing my hammer
My hands are rough from working on a dream
I'm working on a dream
Let's go!
I'm working on a dream
Though trouble can feel like it's here to stay
I'm working on a dream
Well our love will chase trouble away
Alright!
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
Our love will make it real someday
The sun rise up, I climb the ladder
The new day breaks and I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
Hey!
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
Our love will make it real someday
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
(Bruce Springsteen)
quinta-feira, janeiro 15
sexta-feira, janeiro 9
sexta-feira, janeiro 2
Esta foto foi tirada ontem em Vila Real, é uma janela como tantas outras no entanto achei-a acolhedora como se nos disse-se “olha através de mim!”e, sim era acolhedor cheio de luzes com a mesa posta, quem se iria lá sentar??
Não vi mendigos na rua, mas eu sei que eles existem, não vi gente a pedir esmola, mas eu sei que eles existem, será que era lá que eles estavam?
No final do mês toda a gente já terá esquecido a alegria das festas e as promessas feitas, estarão a queixar-se da crise mundial e do aumento dos preços..
Eu por agora prefiro não acordar, manter-me acima do nível de confusão alheia, e continuar a olhar a janela, acreditar que a quem peça pão, agua e um teto e que eu o possa ajudar a realizar com gestos simples de amor e invenção.
Feliz ano novo!!!
terça-feira, dezembro 30
Desejo para este ano

"Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiram fazer uma visita a um velho professor da faculdade, agora reformado. Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stresse que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para seservirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes- Reparem como todos escolheram as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stresse. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida.A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitarao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza. E apreciaio vosso chocolate quente."
quarta-feira, dezembro 24
Quando é Natal...
Natal é Promessa cumprida, é realização da Esperança,...
Natal é Deus a habitar em cada um de nós!
Quando é o nosso Natal?
sexta-feira, dezembro 12
Refrendo sobre a eutanásia?

Ontem tive uma runião de Bioética e cuidados paliativos e este tema foi tocado de uma forma profunda e esclarecedora e por quem mais sabe: os dois pais da Bioética em Portugal Dr. Jorge Biscaia e Pe. Vasco Pinto de Magalhães e pela Dr. Edna, responsável pelo núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital de S. João.É que de facto é preciso ir a fundo nestas questões, saber como está a realidade dos cuidados paliativos em Portugal nas fontes certas. Achei curioso um dado estatistico acerca da opinião dos médicos de cuidados paliativos referindo-se a uma população de 400 médicos, quando em Portugel nem 100 existem. De facto temos de ter cuidado com as estatísticas e com a infomrção que circula nos mass media, neste tem, como em tantos outros. É importante ter espírito crítico em relação à informação que nos chega e pensar a fundo nas coisas.Como estão os cuidados paliativos em Portugal? (ainda há bem pouco tempo começaram a existir) Que se tem feito para os melhorar? O que são os cuidados paliativos? Sim ou não à eutanásia é uma questão que se coloca?Há uma frase que a mim me toca profundamente quando falamos de bioética: a moral, a ética, a vida, o justo e a luta pelos direitos das pessoas não pode ser decidido por números, por quantos estão a favor e quantos contra.
quarta-feira, dezembro 10
domingo, novembro 30
sábado, novembro 29
Talvez porque estou desejosa que o espírito de Natal chegue ao coração das pessoas que a partilho convosco…e deixo aqui o meu pedido que espero que não seja mais uma utopia não comprida:
“dias de felicidade e muitos sorrisos para todos, todos o ano(toda a vida)!!”
Sejam felizes :)
domingo, novembro 23
Há quanto tempo não canto

HÁ QUANTO tempo não canto
Na muda voz de sentir.
E tenho sofrido tanto
Que chorar fora sorrir.
Há quanto tempo não sinto
De maneira a o descrever,
Nem em ritmos vivos minto
O que não quero dizer...
Há quanto tempo me fecho
À chave dentro de mim.
E é porque já não me queixo
Que as queixas não têm fim.
Há quanto tempo assim duro
Sem vontade de falar!
Já estou amigo do escuro
Não quero o sal nem o ar.
Foi-me tão pesada e crescida
A tristeza que ficou
Que ficou toda a vida
Para cantar não sonhou.
Fernando Pessoa
quinta-feira, novembro 13
Sim, creio
Hoje,
na noite do mundo e na esperança da Boa Nova,
eu afirmo com audácia minha fé no futuro da humanidade.
Recuso crer que as circunstâncias actuais
tornem os homens incapazes de fazer uma terra melhor.
Recuso crer que o ser humano
não seja mais do que um boneco de palha agitado pela corrente da vida,
sem ter a possibilidade de influir minimamente no curso dos acontecimentos.
Recuso-me a partilhar a opinião dos que pretendem
que o homem está de tal maneira prisioneiro da noite sem estrelas,
da guerra e do racismo,
que a aurora luminosa da paz e da fraternidade não possa nunca tornar-se realidade.
Recuso fazer minha a predição cínica
daqueles que dizem que os povos mergulharão, um após outro,
no turbilhão do militarismo, até o inferno da destruição termonuclear.
Eu creio que a verdade e o amor incondicionais
terão efectivamente a última palavra.
A vida, ainda que provisoriamente derrotada,
é sempre mais forte que a morte.
Eu creio firmemente que,
mesmo no meio das bombas que explodem e dos canhões que troam,
permanece a esperança de um amanhã radioso.
Ouso crer que, um dia, todos os habitantes da terra
poderão receber três refeições por dia para a vida de seu corpo,
a educação e a cultura para a saúde de seu espírito,
a igualdade e a liberdade para a vida de seus corações.
Creio, igualmente, que um dia toda a humanidadereconhecerá em Deus a fonte do seu amor.
Creio que a bondade salvadora e pacífica um dia será lei.
O lobo e o cordeiro poderão repousar juntos,
todo homem poderá sentar-se sob a sua figueira, na sua vinha
e ninguém terá motivo para ter medo.
Creio firmemente que triunfaremos.
na noite do mundo e na esperança da Boa Nova,
eu afirmo com audácia minha fé no futuro da humanidade.
Recuso crer que as circunstâncias actuais
tornem os homens incapazes de fazer uma terra melhor.
Recuso crer que o ser humano
não seja mais do que um boneco de palha agitado pela corrente da vida,
sem ter a possibilidade de influir minimamente no curso dos acontecimentos.
Recuso-me a partilhar a opinião dos que pretendem
que o homem está de tal maneira prisioneiro da noite sem estrelas,
da guerra e do racismo,
que a aurora luminosa da paz e da fraternidade não possa nunca tornar-se realidade.
Recuso fazer minha a predição cínica
daqueles que dizem que os povos mergulharão, um após outro,
no turbilhão do militarismo, até o inferno da destruição termonuclear.
Eu creio que a verdade e o amor incondicionais
terão efectivamente a última palavra.
A vida, ainda que provisoriamente derrotada,
é sempre mais forte que a morte.
Eu creio firmemente que,
mesmo no meio das bombas que explodem e dos canhões que troam,
permanece a esperança de um amanhã radioso.
Ouso crer que, um dia, todos os habitantes da terra
poderão receber três refeições por dia para a vida de seu corpo,
a educação e a cultura para a saúde de seu espírito,
a igualdade e a liberdade para a vida de seus corações.
Creio, igualmente, que um dia toda a humanidadereconhecerá em Deus a fonte do seu amor.
Creio que a bondade salvadora e pacífica um dia será lei.
O lobo e o cordeiro poderão repousar juntos,
todo homem poderá sentar-se sob a sua figueira, na sua vinha
e ninguém terá motivo para ter medo.
Creio firmemente que triunfaremos.
Martin Luther King
quarta-feira, novembro 5
“ A vida está em todas e cada uma das coisas.
Basta abrir a porta e deixar que se revele.”
Basta abrir a porta e deixar que se revele.”
Maria Parrato
Todas as portas que vemos são possíveis realidades de nós, pessoas diferentes que nos podemos tornar!!!
Porém a porta que escolhemos é aquela que nós traz a realidade tal como ela é: bonita e feia, honesta e desonesta, fiel aos nossos sonhos ou nem por isso….. Mas ao escolhermos por mais difícil que seja estamos a viver a caminhar a experienciar na busca da nossa utopia!!!
Sejamos corajosos de descobrir o que esta atrás de cada porta!!!
segunda-feira, novembro 3
sexta-feira, outubro 31
Ser Igreja
Na Igreja faltam os afectos!
Era mais ou menos isto que António Couto, bispo auxiliar de Braga, dizia ontem no primeiro Encontro com S. Paulo, em Guimarães.
Isto leva-nos a pensar sobre que Igreja somos?!
Onde paira o carisma que moveu a Igreja primitiva e que levava os pagãos a admirarem-se: Vede com eles se amam!
Como é possível que num espaço que se supõe a vivência da Comunhão, não existam afectos?
Afinal, o que é a Igreja, situada no aqui e agora históricos?
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos:
se vos amardes uns aos outros! (Jo 13,35)
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