sexta-feira, outubro 2
sexta-feira, setembro 25
terça-feira, setembro 22
Eu deste monte estou a ver o mar
um mar de gente que não tem um lar
é um sobejo
é um sobejo baixo
Canção tão triste paira sobre as ondas
é o lamento de homens a chorar
é um lamento
é um lamento o mar
Quem vê as ondas
Quem vê as ondas do mar
Não fica em terra
Não fica em terra a olhar...
Hoje lembrei-me da primeira vez que ouvi esta música e da forma como ela me foi tocando desde aí, da forma como me fez sonhar com a utopia...
um mar de gente que não tem um lar
é um sobejo
é um sobejo baixo
Canção tão triste paira sobre as ondas
é o lamento de homens a chorar
é um lamento
é um lamento o mar
Quem vê as ondas
Quem vê as ondas do mar
Não fica em terra
Não fica em terra a olhar...
Hoje lembrei-me da primeira vez que ouvi esta música e da forma como ela me foi tocando desde aí, da forma como me fez sonhar com a utopia...
segunda-feira, agosto 10
domingo, junho 7
O trabalho
As relações do Homem com o seu objecto de trabalho, com o seu produto ou a razão da obra podem ser categorizadas em duas acções:
1ª – a acção aliena-se do sonho;
2ª – a acção é irmã do sonho.
No primeiro caso, não estão presentes os valores da partilha e da solidariedade, mas muitas vezes da repressão e, por isso, é um trabalho do qual a dimensão do sonho está ausente. Ao operário que trabalha na construção do produto só lhe cabe ser a pequena peça que é obrigada a trabalhar numa obra gigantesca que o esmaga e para a qual não encontra sentido.
No segundo caso, poderemos encontrar a partilha e a solidariedade porque existe um sonho idealizado e uma vontade para que se torne realidade.
O sonho e a vontade são os elementos essenciais da condição humana, é o que nos eleva acima das nossas fraquezas e limitações, é o que nos faz aspirar a sermos verdadeiramente livres. No entanto, neste contexto actual de pessimismo económico, de dificuldades reais, será possível encontrar um trabalho/profissão que nos complete, que nos faça crescer e evoluir?
Cada vez mais sinto que de facto “vivemos livres uma prisão” cada dia mais apertadinha!
Cada vez mais me parece uma utopia a conjugação da satisfação profissional e pessoal. Alguém me dizia que a profissão valia pouco, que a vida social e familiar compensariam tudo o que de menos agradável ocorresse durante o período laboral. Não consigo conceber tal situação: anular-me durante 8 horas de trabalho e depois voltar para o sossego do lar e só aí ser feliz. Não aceito uma vida assim. Faria de nós seres cada vez menos bons profissionais, cada vez mais amargos, cada vez menos sonhadores.
Há que lutar para mudar este percurso. Há que encontrar novos caminhos.
1ª – a acção aliena-se do sonho;
2ª – a acção é irmã do sonho.
No primeiro caso, não estão presentes os valores da partilha e da solidariedade, mas muitas vezes da repressão e, por isso, é um trabalho do qual a dimensão do sonho está ausente. Ao operário que trabalha na construção do produto só lhe cabe ser a pequena peça que é obrigada a trabalhar numa obra gigantesca que o esmaga e para a qual não encontra sentido.
No segundo caso, poderemos encontrar a partilha e a solidariedade porque existe um sonho idealizado e uma vontade para que se torne realidade.
O sonho e a vontade são os elementos essenciais da condição humana, é o que nos eleva acima das nossas fraquezas e limitações, é o que nos faz aspirar a sermos verdadeiramente livres. No entanto, neste contexto actual de pessimismo económico, de dificuldades reais, será possível encontrar um trabalho/profissão que nos complete, que nos faça crescer e evoluir?
Cada vez mais sinto que de facto “vivemos livres uma prisão” cada dia mais apertadinha!
Cada vez mais me parece uma utopia a conjugação da satisfação profissional e pessoal. Alguém me dizia que a profissão valia pouco, que a vida social e familiar compensariam tudo o que de menos agradável ocorresse durante o período laboral. Não consigo conceber tal situação: anular-me durante 8 horas de trabalho e depois voltar para o sossego do lar e só aí ser feliz. Não aceito uma vida assim. Faria de nós seres cada vez menos bons profissionais, cada vez mais amargos, cada vez menos sonhadores.
Há que lutar para mudar este percurso. Há que encontrar novos caminhos.
sábado, junho 6
Como encontrar o equilíbrio?
Observando esta realidade tão dura questiono o porquê de ser tão egoísta e tão descontente com o que tenho. Quero sempre ir mais além, ultrapassar-me, desafiar-me (há muito que ultrapassei a simples necessidade de sobreviver) e quando a evolução que me propus fica condicionada, fico completamente transtornada e frustrada, sentido que nada tenho, valho ou sou!
Como é difícil reconhecer que já tenho tudo! Como é difícil encontrar o equilíbrio e ser um verdadeiro altruísta!
sexta-feira, junho 5
Dia Mundial do Meio Ambiente

Projecto Home
Um filme de Yann Arthus-Bertrand a ser estreado hoje em todo o Mundo.
Um filme de Yann Arthus-Bertrand a ser estreado hoje em todo o Mundo.
Para ver cliquem aqui
domingo, maio 24
O QUINTO IMPÉRIO
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
(...)
Fernando Pessoa, Mensagem
O Nosso, o meu e o teu, Quinto Império quando surgirá na neblina?
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
(...)
Fernando Pessoa, Mensagem
O Nosso, o meu e o teu, Quinto Império quando surgirá na neblina?
domingo, maio 17
sábado, abril 18
sexta-feira, março 20
Um SIM que compromete

Um sim por causa de Cristo compromete. Coloca-nos na impossibilidade de fugirmos de nós próprios e das solidariedades essenciais.
Às vezes este sim sacode. Nunca é cómodo ser-se desinstalado - a condição humana tem fragilidades que não gostam dos abanões.
Este sim conserva-nos alerta. Mantém os olhos abertos. Poderá este sim deixar-nos adormecer ou dormitar? Poderá este sim fugir a Cristo na comunhão do seu Corpo, a Igreja sacudida de todos os lados, e fugir ao mundo trabalhado de provações?
Este sim para toda a vida é fogo. É um desafio. Um fogo que jamais se apaga. Um sim que incendeia uma grande paixão interior. Este sim compromete.
Ele não podia ser de outro modo.
Às vezes este sim sacode. Nunca é cómodo ser-se desinstalado - a condição humana tem fragilidades que não gostam dos abanões.
Este sim conserva-nos alerta. Mantém os olhos abertos. Poderá este sim deixar-nos adormecer ou dormitar? Poderá este sim fugir a Cristo na comunhão do seu Corpo, a Igreja sacudida de todos os lados, e fugir ao mundo trabalhado de provações?
Este sim para toda a vida é fogo. É um desafio. Um fogo que jamais se apaga. Um sim que incendeia uma grande paixão interior. Este sim compromete.
Ele não podia ser de outro modo.
Texto do irmão Roger lido na celebração do retiro
do Grupo de Jovens de São Sebastião.
do Grupo de Jovens de São Sebastião.
quarta-feira, fevereiro 11
No caminho com Maiakóvski
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,e não dizemos nada.
Até que um dia,o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletóà porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condiçãode falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!
Eduardo Alves da Costa
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,e não dizemos nada.
Até que um dia,o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletóà porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condiçãode falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!
Eduardo Alves da Costa
sábado, janeiro 24
Working On a Dream

Out here the nights are long, the days are lonely
I think of you and I'm working on a dream
I'm working on a dream
Now the cards I've drawn's a rough hand, darling
I straighten the back and I'm working on a dream
I'm working on a dream
Come on!
I'm working on a dream
Though sometimes it feels so far away
I'm working on a dream
And I know it will be mine someday
Rain pourin' down, I swing my hammer
My hands are rough from working on a dream
I'm working on a dream
Let's go!
I'm working on a dream
Though trouble can feel like it's here to stay
I'm working on a dream
Well our love will chase trouble away
Alright!
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
Our love will make it real someday
The sun rise up, I climb the ladder
The new day breaks and I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
I'm working on a dream
Hey!
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
Our love will make it real someday
I'm working on a dream
Though it can feel so far away
I'm working on a dream
And our love will make it real someday
(Bruce Springsteen)
quinta-feira, janeiro 15
sexta-feira, janeiro 9
sexta-feira, janeiro 2
Esta foto foi tirada ontem em Vila Real, é uma janela como tantas outras no entanto achei-a acolhedora como se nos disse-se “olha através de mim!”e, sim era acolhedor cheio de luzes com a mesa posta, quem se iria lá sentar??
Não vi mendigos na rua, mas eu sei que eles existem, não vi gente a pedir esmola, mas eu sei que eles existem, será que era lá que eles estavam?
No final do mês toda a gente já terá esquecido a alegria das festas e as promessas feitas, estarão a queixar-se da crise mundial e do aumento dos preços..
Eu por agora prefiro não acordar, manter-me acima do nível de confusão alheia, e continuar a olhar a janela, acreditar que a quem peça pão, agua e um teto e que eu o possa ajudar a realizar com gestos simples de amor e invenção.
Feliz ano novo!!!
terça-feira, dezembro 30
Desejo para este ano

"Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiram fazer uma visita a um velho professor da faculdade, agora reformado. Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stresse que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes - de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para seservirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes- Reparem como todos escolheram as chávenas mais bonitas e dispendiosas, deixando ficar as mais vulgares e baratas... Embora seja normal que cada um pretenda para si o melhor, é isso a origem dos vossos problemas e stresse. A chávena por onde estais a beber não acrescenta nada à qualidade do chocolate quente. Na maioria dos casos é apenas uma chávena mais requintada e algumas nem deixam ver o que estais a beber. O que vós realmente queríeis era o chocolate quente, não a chávena; mas fostes conscientemente para as chávenas melhores...Enquanto todos confirmavam, mais ou menos embaraçados, a observação do professor, este continuou:- Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida.A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitarao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza. E apreciaio vosso chocolate quente."
quarta-feira, dezembro 24
Quando é Natal...
Natal é Promessa cumprida, é realização da Esperança,...
Natal é Deus a habitar em cada um de nós!
Quando é o nosso Natal?
sexta-feira, dezembro 12
Refrendo sobre a eutanásia?

Ontem tive uma runião de Bioética e cuidados paliativos e este tema foi tocado de uma forma profunda e esclarecedora e por quem mais sabe: os dois pais da Bioética em Portugal Dr. Jorge Biscaia e Pe. Vasco Pinto de Magalhães e pela Dr. Edna, responsável pelo núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital de S. João.É que de facto é preciso ir a fundo nestas questões, saber como está a realidade dos cuidados paliativos em Portugal nas fontes certas. Achei curioso um dado estatistico acerca da opinião dos médicos de cuidados paliativos referindo-se a uma população de 400 médicos, quando em Portugel nem 100 existem. De facto temos de ter cuidado com as estatísticas e com a infomrção que circula nos mass media, neste tem, como em tantos outros. É importante ter espírito crítico em relação à informação que nos chega e pensar a fundo nas coisas.Como estão os cuidados paliativos em Portugal? (ainda há bem pouco tempo começaram a existir) Que se tem feito para os melhorar? O que são os cuidados paliativos? Sim ou não à eutanásia é uma questão que se coloca?Há uma frase que a mim me toca profundamente quando falamos de bioética: a moral, a ética, a vida, o justo e a luta pelos direitos das pessoas não pode ser decidido por números, por quantos estão a favor e quantos contra.
quarta-feira, dezembro 10
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