terça-feira, abril 20
No partilhar é que está o ganho
"Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo."
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seria "justas." Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano...Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. "Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931
sexta-feira, março 19
Eu posso mudar o mundo!
Provavelmente já devo ter colocado este video aqui, mas agora está com legendas e nunca é demais pensar nisso.
Manipulação
Ontem fiquei branca que nem a neve quando li a noticia que o os enfermeiros tinham recusado o aumento de 17,7% do ordenado. Nem queria acreditar! E não é que fui ao fundo da questão e encontro isto:
Em plena assembleia deputados tiram a limpo esta questão, desmentindo o governo. O problema é que isto não chega cá para fora.
Para além desta mentira, entre outras que são lançadas pelos mass media, nota-se uma profunda manipulação da opinião pública. A verdade é que se não temos o cuidado de tirar a limpo as noticias que nos dão, corremos sérios riscos de ser fontoches num governo em que se diz democrático, mas apesar de não haver pide há outras formas de opressão. E onde ficamos nós perante elas. Sinto que andamos a dormir e a deixar passar as coisas. Não sei qual é a pior ditadura, a da palavra ou a das nossas mentes e sonho com um pais onde a verdade seja a base de trabalho.
quinta-feira, março 11
6 anos
sábado, fevereiro 6
I Don't Wanna Grow Up
When I'm lyin' in my bed at night
I don't wanna grow up
Nothin' ever seems to turn out right
I don't wanna grow up
How do you move in a world of fog
That's always changing things
Makes me wish that I could be a dog
When I see the price that you pay
I don't wanna grow up
I don't ever wanna be that way
I don't wanna grow up
Seems like folks turn into things
That they'd never want
The only thing to live for
Is today...
I'm gonna put a hole in my TV set
I don't wanna grow up
Open up the medicine chest
And I don't wanna grow up
I don't wanna have to shout it out
I don't want my hair to fall out
I don't wanna be filled with doubt
I don't wanna be a good boy scout
I don't wanna have to learn to count
I don't wanna have the biggest amount
I don't wanna grow up
Well when I see my parents fight
I don't wanna grow up
They all go out and drinking all night
And I don't wanna grow up
I'd rather stay here in my room
Nothin' out there but sad and gloom
I don't wanna live in a big old Tomb
On Grand Street
When I see the 5 o'clock news
I don't wanna grow up
Comb their hair and shine their shoes
I don't wanna grow up
Stay around in my old hometown
I don't wanna put no money down
I don't wanna get me a big old loan
Work them fingers to the bone
I don't wanna float a broom
Fall in love and get married then boom
How the hell did I get here so soon
I don't wanna grow up
sábado, janeiro 23
Lean on Me
Gostava de partilhar esta versão da música de Bill Withers "Lean on Me" pelas vozes e guitarras de Kid Rock, Sheryl Crow e Keith Urban.
domingo, janeiro 17
Colocar-me no lugar do outro
Este é dos meus anúncios preferidos. A verdade é que fácil tomarmos um partido sem nos colocarmos no local do outro, acho que ser empático passa muito por isso. E sempre que vejo este anúncio lembro-me disso, de tentar ser mais atenta e sinto falta de espaços que permitam este debate, de vários olhos a ver a mesma maça e sempre de maneiras diferentes.
quinta-feira, dezembro 31
Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, dezembro 19
quinta-feira, outubro 15
sexta-feira, outubro 2
sexta-feira, setembro 25
terça-feira, setembro 22
um mar de gente que não tem um lar
é um sobejo
é um sobejo baixo
Canção tão triste paira sobre as ondas
é o lamento de homens a chorar
é um lamento
é um lamento o mar
Quem vê as ondas
Quem vê as ondas do mar
Não fica em terra
Não fica em terra a olhar...
Hoje lembrei-me da primeira vez que ouvi esta música e da forma como ela me foi tocando desde aí, da forma como me fez sonhar com a utopia...
segunda-feira, agosto 10
domingo, junho 7
O trabalho
1ª – a acção aliena-se do sonho;
2ª – a acção é irmã do sonho.
No primeiro caso, não estão presentes os valores da partilha e da solidariedade, mas muitas vezes da repressão e, por isso, é um trabalho do qual a dimensão do sonho está ausente. Ao operário que trabalha na construção do produto só lhe cabe ser a pequena peça que é obrigada a trabalhar numa obra gigantesca que o esmaga e para a qual não encontra sentido.
No segundo caso, poderemos encontrar a partilha e a solidariedade porque existe um sonho idealizado e uma vontade para que se torne realidade.
O sonho e a vontade são os elementos essenciais da condição humana, é o que nos eleva acima das nossas fraquezas e limitações, é o que nos faz aspirar a sermos verdadeiramente livres. No entanto, neste contexto actual de pessimismo económico, de dificuldades reais, será possível encontrar um trabalho/profissão que nos complete, que nos faça crescer e evoluir?
Cada vez mais sinto que de facto “vivemos livres uma prisão” cada dia mais apertadinha!
Cada vez mais me parece uma utopia a conjugação da satisfação profissional e pessoal. Alguém me dizia que a profissão valia pouco, que a vida social e familiar compensariam tudo o que de menos agradável ocorresse durante o período laboral. Não consigo conceber tal situação: anular-me durante 8 horas de trabalho e depois voltar para o sossego do lar e só aí ser feliz. Não aceito uma vida assim. Faria de nós seres cada vez menos bons profissionais, cada vez mais amargos, cada vez menos sonhadores.
Há que lutar para mudar este percurso. Há que encontrar novos caminhos.
sábado, junho 6
Como encontrar o equilíbrio?
Observando esta realidade tão dura questiono o porquê de ser tão egoísta e tão descontente com o que tenho. Quero sempre ir mais além, ultrapassar-me, desafiar-me (há muito que ultrapassei a simples necessidade de sobreviver) e quando a evolução que me propus fica condicionada, fico completamente transtornada e frustrada, sentido que nada tenho, valho ou sou!
Como é difícil reconhecer que já tenho tudo! Como é difícil encontrar o equilíbrio e ser um verdadeiro altruísta!
sexta-feira, junho 5
Dia Mundial do Meio Ambiente

Um filme de Yann Arthus-Bertrand a ser estreado hoje em todo o Mundo.
domingo, maio 24
O QUINTO IMPÉRIO
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.
(...)
Fernando Pessoa, Mensagem
O Nosso, o meu e o teu, Quinto Império quando surgirá na neblina?


